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Catarine Martins Sobre Mim
O Le Fashionaire é um destino inspirador onde partilho o meu estilo e a sua constante evolução, os meus segredos de beleza e tudo aquilo que me inspira desde sítios a livros e pessoas. O foco está na partilha de conteúdo atemporal e de alta qualidade, mantendo-me sempre fiel a mim mesma.
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O pesadelo da Île Porquerolles (ou o perigo das fotos do instagram)

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Férias. Depois de decidirmos que íamos para o Sul de França, tracei uma série de itinerários e lugares onde queria ir. Muitos deles, admito, resultaram da influência de fotos bonitas que tinha visto no instagram. Como já saberão por esta altura, eu adoro conhecer sítios novos e gosto ainda mais de sítios bonitos.

 

O que não nos dizem, no instagram, é que muitas vezes há fotos bonitas de sítios que, ao vivo, não são assim tão giros. É claro que todos sabemos que a fotografia é uma arte e o instagram vive, precisamente, da beleza estética de quem consegue captar o melhor do mundo. Mas, tendemos a acreditar que descobrimos um paraíso na Terra e isso sai-nos caro, de quando em vez. A propósito, lembram-se destas fotos? Também resultaram de ter visto umas espetaculares tiradas lá. A realidade? Para se chegar à cascata é preciso descer por caminhos nada simpáticos (onde eu caí).

 

Mas, continuando. Foi mais ou menos assim que eu dei com a Île Porquerolles. Nas fotos que vi, as praias de  água cristalina fizeram-me ter saudades de Cuba. Tudo parecia saído de um qualquer quadro paradisíaco. No fim, não foi bem assim.

Há que admitir que a culpa também foi minha. Deixei-me levar pelo engodo da beleza e não pesquisei mais nada, a não ser os horários dos barcos que nos levariam até lá. Estava enfeitiçada por aquela promessa de água translúcida.

Há que admitir que a culpa também foi minha. Deixei-me levar pelo engodo da beleza e não pesquisei mais nada, a não ser os horários dos barcos que nos levariam até lá. Estava enfeitiçada por aquela promessa de água translúcida.

 

Quando chegámos ao porto, para apanhar o barco, estava tudo cheio. Eu deveria ter interpretado aquele sinal do destino, mas preferi dar ouvidos à minha teimosia. Havia outro porto de onde saíam barcos para a ilha. Conduzimos até lá e, finalmente, conseguimos os bilhetes que nos levariam ao prometido paraíso.

 

A travessia foi agradável, apesar de estar um calor absurdo. Mas, foi quando estávamos a chegar que tive o primeiro relance de que aquilo não iria ser assim tão bom. O meu francês não é exemplar, mas é suficiente para compreender o que dizem e expressar-me. Um dos marinheiros estava a dizer, pareceu-me, que a praia mais perto ficava a 15 minutos a pé da marina. A mais bonita, essa, ficava a uma hora. Estranhei estar-se a referir a distâncias a pé, mas atribui o facto a não ser francófona fluente.

 

Quando pisámos terra firme percebemos, finalmente, o porquê das distâncias a pé. A ilha é reserva natural e, por isso, só é permitido andar a pé ou de bicicleta. Os únicos carros que existem são os dos moradores.

 

Carregados com livros, toalhas para nos estendermos ao sol, protector solar e toda a parafernália que qualquer pessoa leva para a praia, lá nos começámos a arrastar, em direção à mais próxima.

Passámos a vila, não sem antes tentar comer alguma coisa e não conseguirmos porque todos os restaurantes fecham às 14h00. Como estávamos esfomeados, lá andámos até ao único sítio onde disseram que havia comida o dia inteiro. Perto da marina. Petiscámos, descansámos as pernas e eu aproveitei para comer um gelado de morango. Como havia uma casa engraçada lá perto, tirámos algumas fotos.

 

Continuámos em direcção à praia, por um caminho poeirento de terra batida e, aquilo que eram supostamente 15 minutos, deu lugar a uma caminhada de meia hora. Quando, finalmente, chegámos à praia… foi uma desilusão.

 

As pessoas estavam, literalmente, encostadas com as toalhas umas nas outras porque, simplesmente, não havia espaço. O areal é grosso, quase como se fosse feito de pequenas pedras e a água, ainda que cristalina, é fria.

 

Tomámos um banho mas visto que não havia espaço para estendermos a toalha – e havia uma caminhada de meia hora para fazer de volta – acabámos por vir embora.

 

A única maneira de chegar cedo, e com um ar decente àquela ilha é mesmo de iate. Acredito que nos meses de Junho ou Julho haja menos gente, mas os acessos são algo complicados para quem não gosta muito de andar.

 

Por isso, se viram fotos espectaculares da Île Porquerolles e querem muito lá ir… pensem duas vezes!

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Le Fashionaire O pesadelo da Île Porquerolles (ou o perigo das fotos do instagram) mar azul agua transparente baia barcos 0917 PT 805x537
Macacão: Mango
Colar: Cinco
Óculos de sol: Céline
Brincos: Cinco

Coordenadas

Porquerolles

Hyères
França

1 Comment
  • 2017-08-24

    Realmente a água é incrível e aposto que dá umas belas fotos, mas só pelo que acabaste de contar.. às vezes realmente somos levados pela magia do instagram!!!
    Finalmente tive tempo de cá vir, vou devorar os posts todos querida!!

    Mil beijinhos.

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