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Catarine Martins Sobre Mim
O Le Fashionaire é um destino inspirador onde partilho o meu estilo e a sua constante evolução, os meus segredos de beleza e tudo aquilo que me inspira desde sítios a livros e pessoas. O foco está na partilha de conteúdo atemporal e de alta qualidade, mantendo-me sempre fiel a mim mesma.
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Como passar o dia da mãe quando já não se tem mãe

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Mãe. A minha era a melhor do mundo. E eu sei que toda a gente diz isso, que tem a melhor mãe do mundo. Mas a minha era mesmo a melhor.

E eu sinto a falta dela todos os dias. Dia após dia. Dizem que com o tempo a saudade atenua. Eu digo que é mentira. A saudade cresce todos os dias. Com os telefonemas que ficam por fazer, com a novidade que lhe queria contar e não posso, com os sorrisos que faltam, com o tanto que ficou por viver. Uma pessoa só aprende a lidar com isso. É nisso que o tempo é bom, não em desfazer a saudade.

 

Eu tive o privilégio de ter uma mãe especial. Da qual me orgulho enquanto mãe e enquanto ser humano. E mesmo que a vida ma tenha arrancado cedo demais, sinto-me uma sortuda por ter tido alguém como ela na minha vida. Que me deu tanto, que me ensinou tanto e a quem eu devo tanto.
O dia da mãe passou a ser um dia difícil, de há três anos para cá. Quem, como eu, já perdeu a mãe sabe do que falo. Do sentimento de vazio que, constante, ganha ainda mais força neste domingo assinalado no calendário.

A minha era a melhor do mundo. E eu sei que toda a gente diz isso, que tem a melhor mãe do mundo. Mas a minha era mesmo a melhor.

Honestamente, se estão na mesma situação, não há receitas milagrosas. É normal sentir tristeza, chorar ou ficar apenas inerte. E não há nada de errado nisso. Mas, ver filmes, começar um livro novo ou sair com amigos ajuda a distrair a cabeça. Não preenche o vazio, mas durante algum tempo permite que não nos foquemos nele.

 

Eu gosto de pensar que, onde quer que a minha mãe esteja, está a olhar por mim. E sei que quereria que eu fosse forte. Isso, de alguma forma, torna as coisas mais fáceis. Ajuda-me a seguir em frente, a escolher caminhos dos quais sei que ela se orgulharia.

 

Muitas vezes perguntam-me como não entrei em depressão. Afinal, eu perdi a mãe e a minha melhor amiga de uma só vez. A única maneira é acreditar que somos fortes o suficiente para ultrapassar. Porque a vida continua e não se compadece da nossa tristeza. As coisas são como são, e a vida não se altera porque queríamos que fosse diferente. Essa noção de realidade ajuda a seguir em frente. Cair numa depressão seria apenas acrescentar um problema ao que eu já tenho. E, francamente, não levaria a lado nenhum.

 

Por isso, se como eu perderam a vossa mãe ou alguém especial, tenham força. A vida continua. Parece cru dizer isto, mas é a verdade. Há momentos de desespero (haverá sempre), mas a única solução é continuar. Era isso que as nossas mães quereriam. É isso que lhes devemos. Continuar a caminhada e fazê-las orgulharem-se de nós.

Até que um dia, finalmente, nos encontremos por aí.

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6 Comentários
  • 2017-05-04

    Muita força nessa hora! É complicado… mas temos de lidar com isso! Um abraço apertadinho e muitos beijinhos <3

  • 2017-05-05

    Que post bonito!!!! <3

  • Elisabete Carinha
    Responder
    2017-05-07

    Nao sei qual e a dor de perder uma mae… mas admiro-te muito pela forca e guerreira mulher que es… ir abaixo nao muda nada e nao e solucao para nada…precisamos de pessoas como tu para mudar este mundo….

    eu nao passo ca muitas vezes mas sempre que passo apaixono me pela maneira que escreves…

    beijinhos querida

    YOUTUBE MORE_ELI

  • 2017-05-08

    Un post tan sentido y tan tierno. Mucho ánimo. Por cierto, tu madre era preciosa, una belleza. Besos grandes

  • 2017-06-23

    Na maioria das vezes evito dar palpites sobre situações que desconheço, mas ao ler o teu texto sinto uma coisa e por isso partilho-a contigo: a tua mãe deve estar muito orgulhosa. Transmites(-me) maturidade. Mais do que isso. Força. Obrigada por falares da tua realidade. Um beijo! E coragem.

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