Em jeito de desabafo

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Pessoal. A última semana foi bastante turbulenta. Agora, que está tudo a ficar mais calmo, pareceu-me boa ideia vir aqui contar a razão desta minha ausência.

 

A verdade é que, nem sempre a vida é aquilo que esperamos que seja. Já tinha levado esse choque com a doença que me roubou a minha mãe, mas apercebi-me novamente disso, agora que estive doente.

 

Esquecendo os detalhes piores, esses guardo-os para mim, tudo começou com um mau jeito no braço e alguma dor. É óbvio que achei que a dor iria pelo mesmo caminho por onde veio. Entretanto, uns dias passaram,  e comecei a sentir um formigueiro terrível pelo braço. Na segunda feira, da semana passada estava, visivelmente, pior. Arrastei-me do trabalho para casa, e enfiei-me na cama, à espera que passasse. À noite, e porque deixei de sentir o braço, fui com quem me quer bem para as urgências dos HUC. Depois de horas desesperadoras de espera, lá me injetaram Tremadol, um raio X ao ombro e ao braço, e prescrição de medicação. Eram quatro da manhã quando entrei em casa. No dia seguinte, sentia o mesmo, com a agravante de me sentir extremamente enjoada. Aguentei. À noite, comecei a vomitar. Outra vez o mesmo ciclo, centro de saúde, urgências, mais raios X, ortopedista, mais medicação, you name it.

E se há alguma lição a tirar disto, é dar ainda mais valor aos momentos. Aos bons, aos normais, aos assim - assim.

Entretanto comecei a sentir-me melhor, e fiz da coragem arma para resistir à electromiografia. É um exame no qual nos dão estímulos nervosos, com umas agulhas sob a pele, a fim de perceber se há algum problema no sistema nervoso.

 

No fim, tudo não passou de um susto valente, provavelmente derivado da má postura em frente ao portátil, durante horas a mais.

 

Na minha memória, a última semana resume-se a médicos, hospitais, consultas, exames, medicamentos e cama.

 

Isto para dizer que, isto me fez falta. Escrever-vos, pensar em fotos, editar posts. Mas, como costumo dizer, os momentos maus não podem durar para sempre.

Espero que este já tenha passado.

 

E se há alguma lição a tirar disto, é dar ainda mais valor aos momentos. Aos bons, aos normais, aos assim – assim. Afinal, quando fizer o balanço de 2016, sempre vou poder dizer que já levei choques elétricos e aguentei.

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